Contexto:

O diabetes mellitus (DM) triplica o risco de desenvolvimento de tuberculose (TB) ativa, e o pré-diabetes (pré-DM) também surgiu como um fator de risco relevante. Apesar das recomendações nacionais e internacionais para triagem, muitos indivíduos desconhecem seu status glicêmico. A precisão de diferentes testes laboratoriais em populações afetadas pela TB é pouco compreendida, o que frequentemente leva à subnotificação da carga de comorbidade TB-DM.

Resumo:

Métodos: Foi realizado um estudo de coorte prospectivo em Lima, Peru, envolvendo 136 pacientes com TB e 138 contatos domiciliares (HHC). Glicose plasmática em jejum (GPJ), HbA1c e teste oral de tolerância à glicose (TOTG) foram utilizados para detectar DM e pré-DM.

Resultados: A prevalência de DM e pré-DM em pacientes com TB foi de 13,97% e 30,88%, respectivamente, enquanto taxas menores foram encontradas nos contatos (DM: 6,52%; pré-DM: 28,99%). GPJ, HbA1c e TOTG mostraram baixa concordância na detecção de pré-DM. Notavelmente, pacientes com TB-DM exibiram níveis de hemoglobina substancialmente mais baixos, o que reduziu significativamente a precisão do diagnóstico baseado em HbA1c.

Conclusão: Lima enfrenta uma alta prevalência de disglicemia entre pacientes com TB e seus contatos. A anemia é um fator de confusão crítico para o teste de HbA1c nesta população. A triagem de rotina utilizando múltiplos métodos diagnósticos (GPJ e TOTG além da HbA1c) é necessária para a detecção precoce e melhores desfechos clínicos.

Palavras-chave: Diabetes mellitus, Pré-diabetes, Tuberculose, Comorbidade, Prevalência.

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  • Data de Publicação: 11/09/2019
  • Autores: Roger I. Calderon1,2*† , Maria B. Arriaga3,4,5,6† , Kattya Lopez1 , Nadia N. Barreda1 , Oswaldo M. Sanabria1 , José F. Fróes Neto6,7, Davi Neri Araújo3,6, Leonid Lecca1,8 and Bruno B. Andrade3,4,5,6,7,9,10*
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