Resumo: Relatamos um caso autóctone de paracoccidioidomicose pulmonar crônica, unifocal, leve, em uma mulher de 48 anos, previamente saudável, sem histórico de exposições ambientais em áreas rurais endêmicas. A infecção foi provavelmente resultante da reativação de um foco pulmonar latente, secundário ao uso de metotrexato para o controle da artrite por chikungunya. A investigação laboratorial descartou outras causas de imunossupressão. Seus únicos sintomas foram tosse seca e dor torácica. O diagnóstico foi confirmado por biópsia pulmonar por agulha. Não houve anormalidades no exame físico nem evidências de envolvimento do sistema nervoso central. A ressonância magnética do abdômen total não mostrou envolvimento de outros órgãos. A tomografia computadorizada de tórax mostrou evolução favorável com o uso de itraconazol (200 mg/dia). Diferentes achados tomográficos se destacam quando realizados antes e após o tratamento.

Conclusões: A paracoccidioidomicose (PCM) deve ser considerada, mesmo em uma mulher sem histórico consistente de exposição ambiental e em uma área geograficamente não endêmica.

 

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  • Data de Publicação: 05/06/2024
  • Autores: Priscila de Abreu Franco, Cesar Augusto de Araújo Neto, Sonia Regina Leite da Silva, João Carlos Coelho Filho, Carlos Brites, Jorge Luiz Pereira-Silva
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