Introdução. Nos últimos anos, o colesterol tem recebido atenção no estudo da infecção devido à evidência de uma relação entre níveis baixos de colesterol plasmático e tuberculose (TB). Declaração de hipótese/lacuna de pesquisa. Perfis lipídicos plasmáticos de amiloide A sérica (SAA), apolipoproteína A-I e o colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C) são biomarcadores associados a pacientes sintomáticos com TB.
Objetivo. Nosso objetivo foi avaliar os perfis lipídicos plasmáticos da apolipoproteína AI, SAA e o tamanho do HDL como biomarcadores para diagnosticar pacientes sintomáticos com TB. Metodologia. Foram estudados pacientes com sintomas de TB atendidos no Instituto Brasileiro para a Investigação da Tuberculose/Fundação José Silveira (IBIT/FJS) entre setembro de 2015 e agosto de 2016 para diagnóstico de TB. Dos 129 pacientes, 97 foram classificados como TB pulmonar e 32 como baciloscopia negativa (grupo sem TB). Histórico médico, soro e plasma em jejum foram obtidos. Colesterol total (CT), HDL-C, apolipoproteína A-I e SAA foram medidos por reação enzimática ou imunoquímica ensaios. O tamanho do HDL foi medido por dispersão de luz laser.
Resultados. Em pacientes com TB, CT (147,0±37 vs. 168±44 mg dL−1), HDL-C (37±14 vs. 55±18 mg dL−1) e apolipoproteína A-I (102±41 vs. 156±47 mg dL−1) foram menores (P<0,0001), enquanto o tamanho das partículas de HDL (10,16±1,02 vs. 9,62±0,67 nm) e os níveis de SAA (280±36 vs. 19±8 mg L−1) foram maiores (P< 0,0001). Usando a análise da curva receiver-operating Characteristic para predição de TB, os valores de corte foram <83,85 mg L-1 para SAA (sensibilidade=96,88%, especificidade=78,43%, P<0,0001), >44,50 mg dL-1 para HDL-C (sensibilidade=75%, especificidade=72,16%, P<0,001) e >118,5 mg dL−1 para apolipoproteína A-I (sensibilidade=83,83%, especificidade=72,22%, P<0,001).
Conclusão. SAA, HDL-C e apolipoproteína A-I estão associados à infecção por TB e podem ser usados como biomarcadores laboratoriais, especialmente em pacientes negativos para bacilos álcool-ácido resistentes.

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  • Data de Publicação: 30/06/2023
  • Autores: Introdução. Nos últimos anos, o colesterol tem recebido atenção no estudo da infecção devido à evidência de uma relação entre níveis baixos de colesterol plasmático e tuberculose (TB). Declaração de hipótese/lacuna de pesquisa. Perfis lipídicos plasmáticos de amiloide A sérica (SAA), apolipoproteína A-I e o colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C) são biomarcadores associados a pacientes sintomáticos com TB. Objetivo. Nosso objetivo foi avaliar os perfis lipídicos plasmáticos da apolipoproteína AI, SAA e o tamanho do HDL como biomarcadores para diagnosticar pacientes sintomáticos com TB. Metodologia. Foram estudados pacientes com sintomas de TB atendidos no Instituto Brasileiro para a Investigação da Tuberculose/Fundação José Silveira (IBIT/FJS) entre setembro de 2015 e agosto de 2016 para diagnóstico de TB. Dos 129 pacientes, 97 foram classificados como TB pulmonar e 32 como baciloscopia negativa (grupo sem TB). Histórico médico, soro e plasma em jejum foram obtidos. Colesterol total (CT), HDL-C, apolipoproteína A-I e SAA foram medidos por reação enzimática ou imunoquímica ensaios. O tamanho do HDL foi medido por dispersão de luz laser. Resultados. Em pacientes com TB, CT (147,0±37 vs. 168±44 mg dL−1), HDL-C (37±14 vs. 55±18 mg dL−1) e apolipoproteína A-I (102±41 vs. 156±47 mg dL−1) foram menores (P<0,0001), enquanto o tamanho das partículas de HDL (10,16±1,02 vs. 9,62±0,67 nm) e os níveis de SAA (280±36 vs. 19±8 mg L−1) foram maiores (P< 0,0001). Usando a análise da curva receiver-operating Characteristic para predição de TB, os valores de corte foram <83,85 mg L-1 para SAA (sensibilidade=96,88%, especificidade=78,43%, P<0,0001), >44,50 mg dL-1 para HDL-C (sensibilidade=75%, especificidade=72,16%, P<0,001) e >118,5 mg dL−1 para apolipoproteína A-I (sensibilidade=83,83%, especificidade=72,22%, P<0,001). Conclusão. SAA, HDL-C e apolipoproteína A-I estão associados à infecção por TB e podem ser usados como biomarcadores laboratoriais, especialmente em pacientes negativos para bacilos álcool-ácido resistentes.
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