Contexto:
Pessoas vivendo com HIV avançado (CD4 < 50 $células/\mu L$) permanecem em alto risco de desenvolver tuberculose (TB) e enfrentar mortalidade precoce logo após o início da terapia antirretroviral (TARV). Os métodos padrão de triagem de TB frequentemente falham em detectar infecções incipientes nesta população. Identificar uma assinatura simplificada e parcimoniosa de biomarcadores poderia servir como uma ferramenta crítica para estratificar o risco desses pacientes e orientar o monitoramento intensificado ou intervenções preventivas.
Resumo:
Métodos: Um estudo de caso-coorte foi realizado dentro do ensaio clínico randomizado REMEMBER, avaliando 26 biomarcadores plasmáticos em 257 participantes HIV-positivos com CD4 < 50 $células/\mu L$ de dez países.
Resultados: A TB ocorreu em 6,1% dos participantes do ensaio, enquanto 5,5% faleceram. Uma assinatura parcimoniosa de 6 biomarcadores (CXCL10, IL-1$\beta$, IL-10, sCD14, TNF-$\alpha$ e TNF-$\beta$) foi identificada por validação cruzada. Esta assinatura predisse a TB incidente com uma sensibilidade de 0,90 e uma área sob a curva (AUC) de 0,81. Enquanto os níveis de biomarcadores geralmente declinaram nos pacientes que desenvolveram TB, eles permaneceram persistentemente elevados naqueles que morreram.
Conclusão: Uma assinatura inflamatória plasmática basal pode identificar com precisão pacientes com HIV avançado em maior risco de TB incidente e óbito. Esta assinatura oferece uma ferramenta promissora para a estratificação de pacientes, apesar do uso de TARV e terapia preventiva para TB.
Palavras-chave: tuberculose, biomarcador, terapia antirretroviral, mortalidade precoce.
Clique aqui
- Data de Publicação: 10/03/2018
- Autores: Denise C. Hsu, 1,a,b Kimberly F. Breglio, 1,a Luxin Pei, 1 Chun-Shu Wong, 1 Bruno B. Andrade, 2,3,4,5,6 Virginia Sheikh, 1 Margery Smelkinson, 7 Constantinos Petrovas, 8 Adam Rupert, 9 Leonardo Gil-Santana, 2,3,4 Adrian Zelazny, 10 Steven M. Holland, 11 Kenneth Olivier, 12 Daniel Barber, 13 and Irini Sereti1