Resumo:

Objetivo: Comparar os resultados da espirometria após o tratamento da TBP entre pacientes com e sem histórico de doença pulmonar ou tabagismo, e analisar fatores de risco relacionados à gravidade funcional.

Métodos: Estudo transversal multicêntrico realizado em quatro centros de referência no Brasil. Os pacientes foram divididos em dois grupos: com história de doença pulmonar ou tabagismo (LDS+) e sem tal histórico (LDS-). A espirometria foi realizada pelo menos seis meses após a cura.

Resultados: Dos 378 pacientes incluídos, 238 (62,7%) apresentaram alterações espirométricas. A doença pulmonar obstrutiva (DPO) predominou no grupo LDS+ (33,3%), enquanto a doença pulmonar restritiva (DPR) foi mais comum no grupo LDS- (24,7%). Notavelmente, alterações funcionais foram encontradas em 54% dos pacientes LDS- que possuíam radiografia de tórax normal ou minimamente alterada ($p<0,01$).

Conclusão: O comprometimento da função pulmonar é comum após o tratamento da TBP, independentemente da saúde pulmonar prévia. A espirometria é recomendada para pacientes com dispneia moderada/grave ou alterações radiológicas relevantes pós-tratamento.

Palavras-chave: Tuberculose pulmonar; Testes de função respiratória; Obstrução das vias aéreas/complicações.

 

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  • Data de Publicação: 20/04/2020
  • Autores: Eliane Viana Mancuzo1,2 , Eduardo Martins Netto3,4 , Nara Sulmonett2 , Vanessa de Souza Viana5 , Júlio Croda6 , Afranio Lineu Kritski7,8 , Fernanda Carvalho de Queiroz Mello7,9 , Simone de Souza Elias Nihues10 , Karen Rosas Sodre Azevedo11 , Silvana Spíndola de Miranda1,8,12
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