Resumo:

Métodos: Avaliamos a cinética a longo prazo da resposta de IgG-NS1 do ZIKV em 144 indivíduos de três subpopulações diferentes (pacientes com HIV, pacientes com tuberculose e indivíduos saudáveis) em Salvador, Brasil. Os participantes foram testados pela primeira vez em 2016 e retestados 1,5–2 anos após a epidemia de ZIKV de 2015–2016, utilizando um teste ELISA comercial baseado em NS1.

Resultados: A soropositividade atingiu 59,0% em 2016 e diminuiu significativamente para 38,6% dois anos depois. A reatividade mediana do ELISA para indivíduos que permaneceram positivos caiu de uma razão de 4,4 para 1,6. Notavelmente, 20,6% dos indivíduos que eram soropositivos em 2016 tornaram-se soronegativos (sororeverteram) em 2017–2018, a maioria dos quais eram pacientes HIV-positivos.

Conclusão: A alta taxa de sororeversão sugere que a imunidade ao ZIKV pode ter vida mais curta do que se pensava anteriormente. Testes sorológicos amplamente utilizados podem falhar em contabilizar uma proporção considerável de infecções passadas por ZIKV, o que pode contribuir para o ressurgimento local do vírus à medida que a imunidade protetiva diminui.

Palavras-chave: Vírus Zika; Flavivírus; Sorologia; Antígenos.

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  • Data de Publicação: 15/06/2020
  • Autores: Andres Moreira‐Soto1 · Gilmara de Souza Sampaio2 · Célia Pedroso2 · Ignacio Postigo‐Hidalgo1 · Beatrice Sarah Berneck3 · Sebastian Ulbert3 · Carlos Brites2 · Eduardo Martins Netto2,4 · Jan Felix Drexler1,5,6,7
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