A infecção hospitalar, grande problema de saúde pública, tem sido alvo constante de especialistas e hospitais de todo o mundo. Aqui no Hospital Santo Amaro (HSA), uma das unidades da Fundação José Silveira (FJS), não é diferente.
Os profissionais do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) desenvolvem, continuamente, estratégias de prevenção, controle e combate da infecção hospitalar.
Foi o que aconteceu na noite do dia 27 de maio, no auditório Fernando d’Almeida (IBIT), quando os profissionais do HSA se reuniram para participar da Sessão Científica Especial “A higiene das mãos como ato primordial para a segurança do paciente”. O evento foi em comemoração ao Dia Nacional de Controle da Infecção Hospitalar, celebrado em 15 do mesmo mês.
Segundo o Coordenador Médico do HSA, Dr. Herbem Maia, que falou da importância da higienização das mãos e destacou que o Hospital está no caminho certo, se aproximando cada vez mais da meta estabelecida de 1,1% para 2010, “os nossos indicadores têm se tornado um cartão de visita para nós, devido ao nosso rigor quanto ao controle da infecção hospitalar”.
A médica infectologista e responsável pelo SCIH do HSA, Dra. Ana Paula Alcântara, apresentou as estratégias do setor para o aumento na adesão da higienização das mãos, e enfatizou: “Esse tema é de extrema relevância para todos. O mundo está voltado para o assunto, porque higienizar as mãos é sinônimo de salvar vidas”.
Ícone nacional no assunto
A Enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein, Doutora em enfermagem pela USP, Julia Yaeko, veio de São Paulo especialmente para debater o tema com os profissionais do HSA, e alertou sobre a falta de conscientização de muitas pessoas: “O profissional de saúde pensa que faz a higienização das mãos em 100% das vezes que é necessária. Contudo, quando avaliamos, a média é de 50%. Isso acontece devido à percepção equivocada dos profissionais, que higienizam as mãos na hora errada ou utilizam técnicas incorretas de assepsia”.
Meta 0%
Para a Enfermeira do SCIH do HSA, organizadora do evento, Priscila Pimentel, “apesar dos nossos indicadores estarem abaixo da média divulgada pela OMS, a nossa meta é nos aproximarmos cada vez mais do zero”. De acordo com ela, é muito importante e necessário debater com frequência esse assunto, para que os colaboradores se sensibilizem e que façam do hábito de higienizar corretamente as mãos um instrumento para salvar vidas.